OUTRO SOL

Rodrigo Vinhas e Alexandra Liambos (Thalion)
O guitarrista e a vocalista do grupo Thalion concederam entrevista on line exclusiva pra gente. Contaram a história da banda, que com pouco tempo do lançamento do CD de estréia "Another Sun" vem conquistando grande atenção não só da mídia, mas também do público. 


Vocês começaram a carreira em 2001. Escolheram o nome Thalion logo de cara? Por que este nome?
Rodrigo Vinhas: Logo que começamos a banda ficamos uma semana em dúvida de qual nome escolheríamos, mas sabíamos que queríamos um nome curto, que representasse nossa música de alguma forma e que principalmente não fosse em inglês. Thalion significa força e caiu como uma luva a nossa banda.

Como foi que se conheceram e chegaram a conclusão de formar a banda?
Rodrigo Vinhas: Eu conheço o David desde 99, pois estudávamos juntos. Duas semanas depois da banda ser formada, chamei-o pra ser o baixista, pois ele sempre tocou comigo e desde essa época eu já gostava muito dele tocando. O Fábio, a Alexandra e o Giancarlo, nós conhecemos por indicação de outras pessoas.

O grupo tem a mesma formação desde o início? 
Rodrigo Vinhas: Não. Tivemos algumas mudanças de formação nos primeiros meses de banda, mas em março de 2002 a formação atual se estabilizou com a entrada do Giancarlo.

"Another the Sun", trabalho de estréia, é um álbum conceitual. Como foi o processo de criação da história de Liv? 
Rodrigo Vinhas: Ao mesmo tempo em que eu ia escrevendo as letras e músicas do disco, eu também ia fazendo a história. O conceito fala de uma forma bem subjetiva sobre como reagimos a mudanças drásticas e como estas podem afetar nossa vida.

Rodrigo, você escreveu todas as letras, exceto uma. Como foi o processo de composição? Primeiro a música ou letra? 
Rodrigo Vinhas: Eu geralmente faço a melodia de voz primeiro e logo depois um esboço da letra, depois monto a estrutura da música com introdução e as partes instrumentais, após essa fase, começamos a arranjar a música com toda a banda. O Fábio fez uma das músicas do disco e o processo foi o mesmo, exceto pelo fato de eu ter escrito a letra da "The Journey" junto com a Alexandra.

A capa é muito bonita. Explica pra gente o seu significado.
Rodrigo Vinhas: A capa mostra a personagem principal em dois momentos distintos, no começo e no fim da história. A sombra da menina é Liv aos 06 anos de idade, após presenciar o fato da morte de sua mãe. O rosto que fica no centro da capa é Liv, com 22 anos, após atingir um estado de serenidade por ter encontrado um outro Sol, ou seja, Liv encontrou uma nova fonte de vida ou um sonho em que pudesse acreditar e que lhe dessa força para continuar vivendo, mesmo depois de perder sua mãe aos 06 anos.

Michael Kiske participa da bela canção "The Encounter", última do disco. Como surgiu a idéia de convidar o cara? 
Rodrigo Vinhas: Quando escrevi a letra dessa música, percebi que seria necessária uma voz masculina para fazer um dueto com a Alexandra, pois a letra da música é um diálogo. Todos da banda são muito fãs do Michael Kiske, então tive a idéia de tentar convidá-lo pra participar e todos da banda obviamente aprovaram. Entrei em contato com um amigo meu que é assessor dele e tornou tudo possível. O fator que mais influenciou a decisão do Kiske de aceitar participar foi o fato de ele ter gostado muito da música e se identificado com a banda de alguma forma.

Como foi trabalhar com Kiske?
Rodrigo Vinhas: Foi muito gratificante e de certa forma uma surpresa, pois quando começamos a banda a menos de três anos atrás não poderíamos imaginar que coisas desse tipo aconteceriam tão rápido.

E como foi trabalhar com o produtor Philip Colodetti? 
Rodrigo Vinhas: Foi ótimo! Ele é um grande profissional e sua participação foi fundamental para que chegássemos a esse resultado. Ele vem provando constantemente o quão bom profissional é, colocando grandes trabalhos no mercado como, por exemplo, o último DVD do Shaman.

Foi a primeira vez que enfrentaram um estúdio? Conta pra gente, quais foram as maiores dificuldades? 
Alexandra Liambos: Bom, nós já tínhamos feito uma demo e a pré-produção, mas não sabíamos das dificuldades de se gravar um disco. A gente teve que se acostumar a ficar 8 horas em estúdio, entre gravação, mixagem e masterização, sendo que no total demoramos 5 meses para finalizar o álbum. Todo esse processo foi muito cansativo, mas foi necessário para podermos deixar tudo certo e lançar um trabalho de qualidade.

Quais são as principais influências da banda? 
Alexandra Liambos: Nós ouvimos diversas bandas, e tudo isso nos influencia na hora de compor as músicas. Escutamos vários estilos dentro do metal, mas há também uma influência de rock progressivo, principalmente em algumas partes instrumentais.

Quais foram as tecnologias usadas nas gravações deste álbum? 
Rodrigo Vinhas: Gravamos a bateria em sistema analógico, porque a fita tem um grave bem encorpado e deixa tudo mais natural, são poucos estúdios que ainda trabalham com esse sistema, mas ele é indispensável para que o resultado fique dessa forma. O restante gravamos em sitema digital, utilizamos o Pro tools até a masterização final.

Como foi a escolha do estúdio? 
Alexandra Liambos: Desde o começo procuramos trabalhar com o melhor, e foi por isso que escolhemos o Creative Sound, além do fato de termos tido o Phillip Colodetti como produtor, que realizou um trabalho excepcional.

Vocês gostaram dos resultados finais? 
Alexandra Liambos: Com certeza, estamos inteiramente satisfeitos com o resultado final, e achamos que não poderia ter saído melhor.

Como tem sido a aceitação deste CD? 
Alexandra Liambos: Ainda está muito cedo para podermos avaliar, afinal, o álbum saiu a menos de um mês, mas por enquanto a receptividade está sendo muito boa, pois o pessoal está realmente gostando e elogiando nosso trabalho.

Onde está sendo distribuído? 
Rodrigo Vinhas: A Hellion lançou o disco no Brasil a cerca de uns 20 dias. Eles estão negociando o álbum para o mercado europeu, americano e japonês. Inclusive na versão japonesa do álbum, André Matos do Shaman fará uma participação em uma faixa bônus.

Logo na estréia, assinaram contrato profissional com a Hellion. Eles já tinham ouvido algum material da banda antes? Foi fácil convencer eles? 
Rodrigo Vinhas: Eles ouviram uma pré-produção que tínhamos deixado pra download em nosso site e gostaram muito, depois eles entraram em contato com a gente. Nós não tivemos que convence-los, pois eles já tinham gostado da nossa música, passamos algum tempo negociando um acordo que possibilitasse um disco bem produzido e um bom suporte para a divulgação e para tour.

Eu percebi que o encarte inteiro do CD está em inglês, além das letras de suas músicas também. Isso tudo já foi pensando em atingir o mercado internacional logo na estréia? 
Rodrigo Vinhas: Sim, a intenção sempre foi atingir o mercado internacional. Existem negociações em andamento para o lançamento do álbum no Japão, em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, logo as gravadoras serão anunciadas. Inclusive o André Matos vai fazer uma participação especial numa faixa bônus especialmente para o mercado japonês.

Vocês farão shows com o Primal Fear, nesta turnê brasileira deles de 2004. Como surgiu este convite e quais são as expectativas? 
Rodrigo Vinhas: Fomos convidados pelos promotores locais de Catanduva e Belo Horizonte. As expectativas são as melhores possíveis, agora que vamos colher os frutos de tanto trabalho no estúdio e ver de perto a reação das pessoas ao disco.

Todos os integrantes possuem sites pessoais, acabaram de sair das gravações, além da banda em ritmo de entrevistas e shows. Como está sendo administrar tudo isso?
Alexandra Liambos: Com certeza temos muito mais atividades agora que o disco saiu, mas já estamos ficando acostumados com toda essas novas responsabilidades.

Vocês são super jovens e têm consciência de que raramente uma banda consegue ser tão profissional assim, colhendo ótimos frutos logo de cara. Qual o conselho podem dar pra esse pessoal que vem batalhado bastante e muitas vezes se desanima? 
Rodrigo Vinhas: Não tem nenhuma fórmula mágica, é só se dedicar ao máximo, tentar se relacionar bem com as pessoas e principalmente fazer uma música verdadeira.

Muito obrigada pela entrevista e sucesso pra vocês. Parabéns mesmo pelo ótimo CD! Que venham os shows ..... risos ..... Aproveite pra deixar um recado aos leitores.
Alexandra Liambos: Muito obrigada, e que venham os shows! Um grande beijo para todos que nos apóiam. Nos vemos na turnê!

* por Gisele Santos 

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